A economia circular é um conceito económico que faz parte do desenvolvimento sustentável e de conceitos económicos inspirados nomeadamente em noções de permacultura económica, de economia verde, de economia de uso ou da economia de funcionalidade, da economia desempenho e da ecologia industrial, e que emerge como alternativa à economia linear. O que propõe é que os resíduos de uma indústria sirva para matéria-prima reciclada de outra indústria ou para a própria. Não só isso, como, pretende desenvolver produtos tendo em mente um reaproveitamento que mantenha os materiais no ciclo produtivo.

O modelo circular assume que os produtos e serviços têm origem em factores da natureza, e que, no final de vida útil, retomam à natureza através de resíduos ou através de outras formas com menor impacte ambiental.

Conforme concebida por seus criadores, esta economia consiste num ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora o capital natural, optimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistémicos administrando stocks finitos e fluxos renováveis.

No fim, este modelo pretende acabar com ineficiências, ao longo ciclo de vida do produto, desde a extração das matérias-primas até à sua utilização, pelo consumidor, através de uma gestão mais eficientedos recursos naturais, minimizando ou erradicando a criação de resíduos e prolongando, ao máximo, a vida útil e o valor do produto. Seu objetivo é manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo.

A nível da União Europeia a Comissão tem adoptado, desde Dezembro de 2015, medidas destinadas a promover e a financiar este tipo de economia circular.

O objetivo desta estratégia passa também por reduzir produção de energia, aumentando assim a eficiência energética; adoptar de planos de mobilidade que privilegiem o transporte público, a mobilidade sustentável e as ciclovias; e combater os excedentes.