Qualidade das Águas de Piscinas – Época Balnear

Foi publicada no passado dia 14 de maio a Portaria nº102-C/2021 que identifica para o presente ano, as águas balneares costeiras e de transição e águas balneares interiores, fixando as respetivas épocas balneares. São ainda identificadas pela referida portaria, as praias de banhos onde é assegurada a presença nadadores-salvadores.
Com o início da época balnear importa garantir que as águas apresentem qualidade satisfatória para o fim a que se destinam, sobretudo as águas de piscinas cujo controlo se afigura mais pertinente.
O tratamento realizado a estas águas deverá prevenir e eliminar as possíveis contaminações microbiológicas e assegurar o cumprimento dos requisitos físico-químicos de uma água balnear.

O Decreto Regulamentar 5/97 de 31 de Março, que aprova o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos de Diversões Aquáticas, visa definir as condições a que devem obedecer os recintos com diversões aquáticas, com vista a proporcionar adequadas condições de segurança dos utentes, a limitar os riscos da ocorrência de acidentes, a facilitar a evacuação dos ocupantes e sinistrados e a proporcionar a intervenção dos meios de socorro.

Complementarmente a Direção Geral de Saúde publicou a 21 de Agosto de 2009 a Circular Normativa n.º 14/DA que aprovou o Programa de Vigilância Sanitária de Piscinas.

Para garantir a qualidade da água deverá ser promovida a renovação diária da água numa percentagem a definir em função da utilização. Esta ação é muito importante para a redução da presença da fina camada de gordura que se forma à superfície do lençol de água, proveniente dos protetores solares e das glândulas sebáceas dos utilizadores. Esta camada constitui um excelente meio de acumulação e desenvolvimento de bactérias e vírus transmissores de doenças, que não foram eliminados através da desinfeção pelo cloro.

Nesse sentido, é necessária uma quantidade de cloro que deverá ser mantida entre os 0,5 e 2 ppm, bem como garantir um pH, entre entre os valores 7,4 e 7,6. Este intervalo de pH além de benéfico para a conservação das estruturas das piscinas, é também o ideal para a pele e os olhos dos utilizadores, minimizando as irritações dos mesmos.

Para além desta monitorização é importante que periodicamente, se realize a recolha e análise microbiológica (ex: Bactérias coliformes, germes a 37ªC, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia Coli, etc…) para o controlo da sua qualidade.

O EnviLab – Laboratório de Monitorização da EnviEstudos, S.A., realiza serviços de assistência técnica/cientifica da qualidade das águas.
Para mais informações: EnviEstudos@EnviEstudos.com

 

Partilhe este post:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

Este website utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar a navegar no website concorda com a nossa Política de Privacidade e Cookies.