Foi publicada no passado dia 14 de maio a Portaria nº141/2019 que identifica para o presente ano, as águas balneares costeiras e de transição e águas balneares interiores, fixando as respetivas épocas balneares. São ainda identificadas pela referida portaria, as praias de banhos onde é assegurada a presença nadadores-salvadores.
Com o início da época balnear importa garantir que as águas apresentem qualidade satisfatória para o fim a que se destinam, sobretudo as águas de piscinas cujo controlo se afigura mais pertinente.
O tratamento realizado a estas águas deverá prevenir e eliminar as possíveis contaminações microbiológicas e assegurar o cumprimento dos requisitos físico-químicos de uma água balnear.

O Decreto Regulamentar 5/97 de 31 de Março, aprova o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos de Diversões Aquáticas. Este regulamento visa definir as condições a que devem obedecer os recintos com diversões aquáticas, com vista a proporcionar adequadas condições de segurança dos utentes, a limitar os riscos da ocorrência de acidentes, a facilitar a evacuação dos ocupantes e sinistrados e a proporcionar a intervenção dos meios de socorro.

Complementarmente a Direção Geral de Saúde publicou a 21 de Agosto de 2009 a Circular Normativa n.º 14/DA que aprovou o Programa de Vigilância Sanitária de Piscinas.

Para garantir a qualidade da água deverá ser promovida a renovação diária da água numa percentagem a definir em função da utilização. A renovação da água é muito importante para a remoção da fina camada de gordura que se forma à superfície do lençol de água, proveniente dos protetores solares e da gordura das glândulas sebáceas dos utilizadores. Esta camada de gordura, por vezes impercetível, é um excelente meio de acumulação e desenvolvimento de bactérias e vírus transmissores de doenças, que não foram eliminados através da desinfeção pelo cloro.

Para os destruir é necessária uma quantidade de cloro que deverá ser mantida entre os 0,5 e 2 ppm. Ao adicionar cloro na água, parte deste é consumido imediatamente pela sua ação na destruição dos contaminantes presentes. O restante permanece na água como cloro residual, preparado para atuar contra novos contaminantes que se introduzam na água através dos banhistas, agentes atmosféricos ou por qualquer outro meio.

É importante também garantir que o pH, que indica a acidez e a alcalinidade da água, se mantenha entre os valores 7,4 e 7,6 e ajustá-lo sempre que necessário. Este intervalo de pH além de conservar as piscinas (estruturas) em ótimas condições, é o ideal para a pele e os olhos dos banhistas eliminando assim qualquer ardor, desidratação na pele e irritação nos olhos.

Para além desta monitorização é importante que periodicamente, se realize a recolha e análise microbiológica (ex: Bactérias coliformes, germes a 37ªC, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia Coli, etc…) para o controlo da sua qualidade.

A EnviEstudos realiza serviços de assistência técnica/cientifica da qualidade das águas. Precisa de ajuda, consulte-nos: [email protected]